Celebrar o final do Verão com boa música num encantador cenário natural é a proposta do Azores Burning Summer. Este festival eco-musical caracteriza-se por um cartaz tropical que funde eletrónica com pop e músicas do mundo, e também pelas iniciativas de cariz ecológico e boas práticas ambientais de controlo de impactos, como o uso controlado de materiais descartáveis que levam a uma redução de lixo plástico em cerca de 80% durante o evento. A par da música, a consciencialização ambiental é outro dos pilares do festival e manifesta-se em programação específica como as ECO Talks, a exposição de veículos elétricos e o mercado Burning Market.

Quanto ao cartaz, Adrian Sherwood, responsável pela editora independente inglesa On-U Sound, faz a curadoria musical do Azores Burning Summer. A editora é uma peça fundamental na mobilização de artistas do Reino Unido até Porto Formoso e na criação da identidade musical do evento. A seleção de Sherwood cria um ambiente polvilhado de dub, funk, reggae e demais música negra na praia dos moinhos.

O festival encerra com o ritual da fogueira Trinity, na praia ao nascer do sol, ao som de música ao vivo. Trinity representa a relação ancestral com o fogo e a natureza tripartida do ser humano: corpo, mente e espírito. O ritual de encerramento é simbólico dos ciclos da natureza, e também dos inícios e fins que se apresentam infinitamente na nossa vida.

O Azores burning Summer acontece desde 2015 na praia e no parque dos moinhos do Porto Formoso, ilha de São Miguel.

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